segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Mother Nature Son

Por circunstâncias ultra-externas eu me sinto obrigado a escrever, hoje, sobre sua casa.
Não só obrigado, mas também estimulado.
Ao som de Shostakovich (thanks to Alfred) rejo minhas mãos para descrever a natureza, e talvez seja ao mesmo som que ela vive: nada mais forte, bravo, grande e assustadoramente imponente do que o planeta Terra. Nós humanos somos apenas algumas celulasinhas nesse planeta. Células carcinogênicas. Nada é tão burro quanto um câncer, que cresce, cresce, cresce até matar sua única forma de sobrevivência. A leve quimioterapia que a Terra iniciou (aquecimento e falta de recursos) é, para mim, uma forma de mostrar como ela pode nos eliminar de forma ridiculamente fácil. Sim, para isso ela sofrerá efeitos colaterais, como esperado de tratamentos desse tipo, mas com certeza seremos nós eliminados e Ela recuperada.
Deixando a metáfora de lado, ela é forte e grande, nós somos fracos e minúsculos. Se quisermos sobreviver ( e queremos), é bom respeita-la.

2 comentários:

Nilo Serafim disse...

está muito bom de forma geral...
mas acho q vc poderia ter feito algo mais denso, e ter colocado um final menos infantil..."é bom respeita-la"...parece fala de super-homem.

Felipe Grandão Viana disse...

Ficou bom, mas eu discordo das colocações finais. É verdade que estamos matando o planeta terra, mas não gosto de comparar humanos com cancêr.
Humanos são extremamente inteligentes, e por isso mesmo nenhuma limitação até hoje conseguiu parar o crescimeto da especie. Com animais normais, ao passo de que a população aumenta surgem dificuldades que acabam por matar grande parte dos individuos. No caso dos humanos, a única dificuldade encontrada até hoje é a limitação do tamanho do planeta. Só nos resta saber se a espécie utilizará de seu diferencial para perceber que não deve mais crescer e explorar ou se as limitações de espaço e comida vão matar alguns bilhoes de pessoas (provavelmente pobres) para o estabelecimento d eum equilibrio.